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ESTUDO

YAUH É UM, NÃO UMA TRINDADE

A doutrina da Trindade é um dos pilares centrais de grande parte do cristianismo, ensinando que o Criador é dividido em três “pessoas”, Pai, Filho e Espírito Santo, enquanto outros grupos religiosos chegam a ensinar abertamente que se trata de três deuses diferentes.

Mas existe uma pergunta fundamental que precisa ser feita: Essa ideia está claramente revelada na Palavra ou foi desenvolvida por homens ao longo da história?

Para responder essa pergunta, utilizaremos duas bases:

  • O que as Escrituras Sagradas dizem
  • O que os fatos históricos comprovam

A “Santíssima Trindade”: três pessoas distintas em uma só divindade. Arte criada pelo artista alemão Fridolin Leiber (1851-1910).

A PALAVRA “TRINDADE” NÃO EXISTE NAS ESCRITURAS

Nenhum versículo bíblico utiliza o termo “Trindade”. Isso, por si só, já deveria acender um alerta. Como uma doutrina considerada central pode não ser citada em nenhum lugar das Escrituras?

Também não há um versículo que apresente uma definição clara de que:

  • O Criador consiste em três
  • O Criador é dividido em três
  • Existe igualdade absoluta entre Pai, Filho e Espírito Santo

Isso simplesmente não está escrito. Não existe essa explicação e nem essa organização em nenhum texto sagrado. Essas ideias foram inventadas tempos depois, fora das Escrituras e forçadas para dentro do texto como se sempre estivessem ali.

ONDE ESSA HERESIA SURGE NA HISTÓRIA

O primeiro registro do termo latino trinitas aplicado à realidade divina surge com Tertuliano, cristão latino, por volta do ano 200 EC. É nesse período que a palavra passa a ser empregada como uma categoria teológica para tentar explicar a relação entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Isso expõe um fato que não pode ser ignorado, o termo trinitas não pertence aos apóstolos e não aparece em nenhum livro do Novo Testamento. Trata-se de uma heresia posterior, desenvolvida por homens no 3º século por meio de uma construção filosófica e teológica.

Documento de Tertuliano, no acervo do Vaticano, pág. 12r, registra um dos primeiros usos do termo “Trindade” em latim trinitas, aplicado à divindade.

O CONFLITO DE ENSINOS

Nos primeiros séculos após os apóstolos, muitas heresias foram introduzidas e não havia consenso entre os cristãos sobre a natureza do Filho. Um dos nomes mais importantes desse período foi Ário, que defendia que o Filho não era igual ao Criador, mostrando que essa questão estava longe de ser resolvida ou aceita por todos. Esse confronto deixa algo importante, se a Trindade fosse uma verdade clara e estabelecida desde o início, por que teria sido necessário tanto debate para defini-la? A própria divisão em torno dessa questão demonstra que essa formulação doutrinária passou por um processo de construção e definição nos séculos posteriores aos apóstolos, especialmente até o 3º século. O próprio debate prova que essa doutrina ainda estava sendo formada e não vinha das Escrituras.

CONCÍLIO DE NICEIA, 325 EC

Aqui acontece um ponto decisivo. Foi no Concílio de Niceia, a reunião de bispos convocada pelo imperador Constantino, que homens, por votação, decretaram que o Filho era igual ao Pai, algo que não aparece dessa forma em nenhum lugar das Escrituras. Essa afirmação não vem de um versículo direto e nem de um ensinamento explícito da Palavra. Trata-se de uma definição estabelecida por homens, por meio de debates e decisões conciliares, utilizando termos que o texto sagrado jamais ensinou.

Concílio de Niceia de 325 EC. Arte representada em mural no Salão Sistino, nos Museus Vaticanos.

CONCÍLIO DE CONSTANTINOPLA, 381 EC

Foi neste evento que a doutrina da Trindade ganhou uma formulação mais completa. Enquanto o concílio anterior tratou principalmente da relação entre o Pai e o Filho, neste concílio a questão do Espírito Santo foi acrescentada à formulação doutrinária, sendo apresentado, por decisão conciliar, como uma terceira pessoa divina, distinta do Pai e do Filho e digna de adoração e glorificação.

A prova documental dessa definição encontra-se registrada no texto conhecido como Credo Niceno-Constantinopolitano (381 EC), no qual se declarou:

Credo Niceno-Constantinopolitano

…e no Espírito Santo, Senhor e Vivificador, que procede do Pai, que juntamente com o Pai e o Filho é adorado e glorificado…

Documento Histórico — Ano 381 EC

Essa frase não é um versículo das Escrituras e não existe um ensinamento dessa forma na Palavra. Trata-se de um dogma estabelecido por bispos séculos após os ensinamentos dos apóstolos, na qual o Espírito Santo passou a ser incluído, juntamente com o Pai e o Filho, como uma terceira pessoa a ser adorado, afastando-se do princípio de que a adoração pertence somente ao Criador. A prova histórica dessa heresia doutrinária encontra-se registrada em manuscritos, como o Papiro de Oxirrinco 1784:

Papiro de Oxirrinco 1784, cópia do 5º século do credo do Concílio de Constantinopla de 381 EC.

TEXTOS CONTROVERSOS E ACRÉSCIMOS

Outro ponto forte desse tema está em 1 João 5:7-8, onde diz: “Há três que dão testemunho: o Espírito, a água e o sangue.” Essa é a leitura encontrada em manuscritos gregos. Porém, na versão trinitária apresenta um acréscimo posterior: “Três são os que testificam no céu: o Pai, o Verbo e o Espírito Santo, e estes três são um.” Essa forma mais longa conhecida como Comma Johanneum introduz as chamadas testemunhas celestiais, “o Pai, o Verbo e o Espírito Santo“, juntamente com a declaração de que “estes três são um“. Os manuscritos antigos mostram que essa formulação não pertence ao texto grego antigo de 1 João 5:7-8 e surgiu posteriormente, estando associada à tradição latina, pois não aparece nos antigos manuscritos gregos.

Os códices gregos Sinaiticus e Vaticanus, não contêm a formulação: “o Pai, o Verbo e o Espírito Santo, e estes três são um”.

O QUE ESTÁ ESCRITO NA FAIXA AMARELA?

Se traduzirmos linha por linha o que está marcado em amarelo, o texto diz:

  • ΟΙ ΤΡΕΙΣ (hoi treis) = “Os três”
  • ΕΙΣΙΝ ΟΙ ΜΑΡΤΥΡΟΥΤΕΣ (eisin hoi martyrountes) = “são os que testemunham”
  • ΤΟ ΠΝA ΚΑΙ ΤΟ (to pneuma kai to) = “o Espírito e a”
  • ΥΔΩΡ ΚΑΙ ΤΟ ΑΙΜΑ (hydor kai to haima) = “água e o sangue”
  • ΚΑΙ ΟΙ ΤΡΕΙΣ ΕΙΣ ΤΟ ΕΝ ΕΙΣΙΝ (kai hoi treis eis to hen eisin) = “e os três são para o um”

Onde fica o “vazio” da Trindade? A leitura é clara, após mencionar os três, o texto apresenta como testemunhas “o Espírito, a água e o sangue“. Onde estão, afinal, “o Pai, a Palavra e o Espírito Santo” como testemunhas no céu? Eles simplesmente não aparecem nessa passagem. É exatamente aí que reside a conhecida fórmula trinitária, o Comma Johanneum, que declara: “no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo e estes três são um”, não consta nesse trecho. O manuscrito que temos diante de nós traz apenas, “o Espírito, a água e o sangue“.

Há também um detalhe gramatical decisivo e importante, no grego, a expressão ΚΑΙ ΟΙ ΤΡΕΙΣ ΕΙΣ ΤΟ ΕΝ ΕΙΣΙΝ não traduz literalmente “e os três são um” (como uma unidade de essência), mas sim “e os três concordam em um” (uma unidade de propósito). Portanto, não se deve forçar no texto uma declaração trinitária que ele originalmente não possui. Por isso, os códices gregos mais antigos servem como a maior prova visual e de que o versículo sobre as três pessoas divinas foi inserido séculos mais tarde nas traduções latinas.

POR QUE A TRINDADE PERMANECE ATÉ HOJE?

A continuidade dessa doutrina é associada por fatores que vão além dos textos sagrados. O dogma se consolidou por alguns motivos:

  • Tradição religiosa consolidada
  • Autoridade institucional
  • Repetição ao longo de gerações
  • Falta de pesquisa direta das fontes

A restrição ao acesso às Escrituras e a consolidação do dogma trinitário ao longo dos séculos fizeram com que essa doutrina fosse amplamente aceita como verdade, mesmo quando sua formulação não encontrava apoio direto no texto bíblico.

Ícone da Santíssima Trindade, de Andrei Rublev (c. 1411). Esta representação artística de três figuras ajudou a consolidar o dogma trinitário, mais pela repetição visual do que por fundamento bíblico.

O QUE AS ESCRITURAS DECLARAM DIRETAMENTE 1. A UNIDADE ABSOLUTA DO CRIADOR

A Palavra declara de forma direta que existe um só Criador. Essa mesma mensagem aparece repetidamente, em diferentes momentos e sempre reafirmando a mesma verdade: há um só Criador. Não encontramos nessas declarações confusão, explicações complexas ou uma divisão do Criador em diferentes “pessoas”. A ênfase permanece clara, um só e único Criador, essa é a base declarada de forma simples e firme. Qualquer tentativa de dividir o Criador em “pessoas” é uma distorção frontal do que as Escrituras estabelecem desde o início.

Ouve, ó Yshral, YAUH nosso Criador, YAUH é um. Amarás, pois, YAUH teu Criador de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Deuteronômio 6:4
Pois há um só Criador e um só mediador entre o Criador e os homens: O homem YAUSHA, o Mashiah. 1 Timóteo 2:5
Respondeu YAUSHA: ‘O mais importante é este: Ouve, ó Yshral, YAUH, o nosso Criador, YAUH é um.’ Marcos 12:29
2. SEMPRE DOIS, NUNCA TRÊS

Aqui vemos um padrão que se repete nas Escrituras, o Pai e o Filho aparecem em relação direta, mas são claramente distintos um do outro, um é o Pai, o outro é o Filho. Um está no trono, o outro está à sua direita. Um é chamado de Criador, o outro é apresentado como homem. Em nenhum desses textos surge uma terceira identidade ao lado deles como parte dessa mesma relação, o contexto é sempre dois, não três. Se existisse uma terceira “pessoa” divina compondo essa mesma relação, seria justo esperar que as Escrituras a apresentassem juntamente com eles, mas não apresentam.

Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas numa túnica? Quem estabeleceu todas as extremidades da Terra? Qual é o seu Nome? E qual é o Nome do seu filho, responda-me se é que o sabes? Provérbios 30:4
E disse-lhes: ‘Aquele que receber uma criança como esta por causa do Meu Nome, recebe a Mim e aquele que me receber recebe Aquele que Me enviou, com efeito, aquele que no vosso meio for o menor, esse será grande’. Lucas 9:48
Tudo me foi entregue por meu Pai, ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, quem é o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. Lucas 10:22
No entanto, a partir de agora, o filho do homem estará assentado à direita do poder soberano do Criador. Lucas 22:69
O Criador de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Criador de nossos pais, glorificou a seu Filho YAUSHA, a quem vós entregastes e perante a face de Pilatos negastes, tendo ele determinado que fosse solto. Atos 3:13
Shaul, servo do Mashiah YAUSHA, chamado para ser apóstolo, escolhido para o evangelho do Criador. Romanos 1:1
O que vimos e ouvimos nós vos anunciamos para que estejamos também em comunhão conosco. E a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho YAUSHA, o Mashiah. 1 João 1:3
Dizendo aos montes e às pedras: ‘Desmoronai sobre nós e escondei-nos da face Daquele que está sentado no trono e da ira do Cordeiro’. Apocalipse 6:16
3. A HIERARQUIA ESTABELECIDA, O CRIADOR ACIMA DE TUDO

Existe uma ordem clara apresentada na Palavra e essa ordem deve ser respeitada, o Criador é supeior e está acima de tudo, até mesmo acima do próprio Mashiah. Isso não aponta para uma igualdade absoluta entre ambos, como posteriormente definida pela “teologia trinitária”, mas para uma relação claramente estabelecida. Um é a fonte e autoridade suprema, enquanto o outro está debaixo de sua autoridade e se sujeita a Ele. Se fossem absolutamente iguais em autoridade, essa submissão não faria sentido nem seria necessária. A própria existência dessa hierarquia apresentada nas Escrituras contradiz a ideia de uma igualdade absoluta.

Pois, quando o Criador fez a promessa a Abraão, visto que não tinha ninguém superior por quem jurar, jurou por Si Mesmo. Hebreus 6:13
Quero porém, que saibais que o Mashiah é a cabeça de todo homem, o homem a cabeça da mulher e o Criador a cabeça do Mashiah. 1 Coríntios 11:3
No entanto, quando todas as coisas lhe tiverem sido sujeitas, então o próprio Filho também se sujeitará Àquele que lhe sujeitou todas as coisas, para que o Criador seja tudo em todos. 1 Coríntios 15:28
Um só Criador e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos. Efésios 4:6
4. O ESPÍRITO É A MANIFESTAÇÃO DO CRIADOR, NÃO UM TERCEIRO SER

O relato de Atos 5:3-4 mostra algo importante, mentir ao Espírito Santo é apresentado como mentir ao próprio Criador. O texto não apresenta o Espírito como um terceiro ser independente, separado do Criador e colocado ao lado dele como uma “terceira pessoa”. Pelo contrário, nas Escrituras o Espírito é repetidamente apresentado como o Espírito de YAUH, pertencente a Ele e procedente Dele. O texto mostra o agir e a presença do próprio Criador por meio de seu Espírito, não de um terceiro ser.

Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo para que ficasses com parte do valor do terreno? Enquanto o possuías, não era teu? E vendido, não estava o preço em teu poder? Como, pois, formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas ao Criador. Atos 5:3-4
YAUH é o Espírito e onde quer que o Espírito esteja, ali há liberdade. 2 Coríntios 3:17
Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo. Salmos 51:11
5. O CRIADOR FALA DE SI PRÓPRIO: ALMA E ESPÍRITO

Se o Criador quisesse se revelar como três seres ou três pessoas divinas distintas, Ele teria declarado isso de forma direta nas Escrituras, mas não é isso que encontramos. O que vemos é o Criador falando de Si Mesmo, do Seu Espírito, da Sua alma e daquilo que procede Dele, sem apresentar uma divisão do Seu próprio ser em três pessoas. A Palavra é a base, todo o ensino deve ser julgado por ela e não a Palavra submetida a uma doutrina criada em concílios.

Eis aqui o Meu servo, a quem sustenho, o Meu eleito, em quem se compraz a Minha alma, pus o Meu Espírito sobre ele, ele trará justiça aos gentios. Isaías 42:1
Todavia o Meu justo viverá pela fé e se retroceder, nele não se compraz a Minha alma. Hebreus 10:38

Além disso, as visões que o apóstolo João recebeu apresentam o Criador de forma clara e definida. Ele é apresentado como um só, soberano sobre tudo e é Dele que todas as coisas procedem. O relato não apresenta três pessoas assentadas no trono, nem três seres compartilhando a mesma identidade divina. O que João contempla é um único Criador, assentado sobre o trono.

E logo fui arrebatado no Espírito, eis que um trono estava posto no céu e um assentado sobre o trono. Apocalipse 4:2
E vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos. Apocalipse 5:1
6. O HOMEM É UM SÓ SER, À SEMELHANÇA DO CRIADOR

A criação do homem não foi aleatória, ele foi feito à semelhança do Criador e essa semelhança aparece nas Escrituras. O homem não é “três pessoas”, mas um só ser, esse padrão ajuda a compreender algo fundamental, ter espírito e alma não transforma ninguém em vários seres, mas continua sendo um só. Da mesma forma, o Criador possuir Espírito e alma não o transforma em três seres, Ele permanece sendo um só.

Este é o registro da descendência de Adão: Quando o Criador criou o homem, à semelhança do Criador o fez. Gênesis 5:1
E o mesmo o Criador de shalam vos santifique em tudo e todo o vosso espírito, alma e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Salvador YAUSHA, o Mashiah. 1 Tessalonicenses 5:23
7. O ESPÍRITO DO HOMEM E O ESPÍRITO DO CRIADOR

O Espírito do Criador, como sua própria essência, não é outro ser e a Palavra é direta ao tratar disso. Os versículos não criam dois seres, mas mostram que o Espírito é o próprio agir do Criador. Da mesma forma, o espírito do homem não é uma pessoa separada dele, tanto no Criador quanto no homem, o espírito expressa o que está dentro.

Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas do Criador, senão o Espírito do Criador. 1 Coríntios 2:11

O Espírito do Criador se entristece:

E não entristeçais o Espírito Santo do Criador, no qual estais selados para o dia da redenção. Efésios 4:30

O espírito do homem também:

O espírito do homem aliviará a sua enfermidade, mas ao espírito abatido quem o levantará? Provérbios 18:14
Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade e cujo Nome é Santo: Num alto e santo lugar habito, como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e para vivificar o coração dos contritos. Isaías 57:15

No versículo de Lucas 1:46-47, isso fica bem claro nas palavras de Maria. Ela fala da sua alma e do seu espírito, algo que vem do seu próprio interior, não como outro ser.

Então disse Maria: ‘Minha alma engrandece a YAUH e o meu espírito se alegra no Criador, meu Salvador’. Lucas 1:46-47
8. QUEM FALA PELO ESPÍRITO? O PRÓPRIO CRIADOR

A Palavra mostra que o Espírito fala, mas esse falar não ocorre como a voz de um ser separado. É o próprio Criador se expressando e falando por meio do Seu Espírito.

Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto. Hebreus 3:7-8
Então, ouvi uma voz grave do céu que ordenava: ‘Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem em YAUSHA. Sim, diz o Espírito, para que descansem de suas lutas e trabalhos, porquanto as suas obras os acompanham!’ Apocalipse 14:13

Em Atos 4:24-25 isso fica ainda mais claro, pois mostra que foi o próprio Criador quem falou pela boca de Davi, pelo Seu Espírito.

Ao ouvirem esse relato, os irmãos unânimes elevaram a voz ao Criador e exclamaram: ‘Ó Todo-Poderoso YAUH, Tu que fizeste o céu e a Terra, o mar e tudo o que neles existe, que pelo Espírito Santo, por boca de nosso pai Davi, teu servo, declaraste: Por que os gentios se enfurecem e os povos conspiram em vão?’ Atos 4:24-25

Shaul confirma esse entendimento ao ensinar que, quando o espírito ora, não é outro ser falando, mas o próprio homem se expressando a partir do seu interior.

Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto. 1 Coríntios 14:14
9. UM SÓ PAI, NÃO DOIS

Se o Espírito fosse outro ser separado, o próprio relato criaria um grande problema, existiriam dois pais, mas a Palavra não mostra isso. Ela não apresenta dois seres diferentes gerando o Filho, mas o mesmo Criador agindo, usando formas distintas de descrever a sua própria ação. Quando o texto menciona o Espírito e depois o Pai, não se refere a outro ser, mas descreve o mesmo agir de maneiras diferentes. No relato do nascimento, isso aparece de forma clara.

Ora, o nascimento de YAUSHA, o Mashiah, foi assim: Que estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo. Mateus 1:18
Então o anjo lhe esclareceu: “O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. E por esse motivo, o ser que nascerá de ti será chamado Santo, Filho do Criador. Lucas 1:35
Porque a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai e ele me será por Filho? Hebreus 1:5

Aqui não vemos dois seres agindo de forma independente, é o mesmo Criador realizando tudo, em diferentes modos de ação.

Diversos modos de ação, mas é o mesmo Criador que realiza tudo em todos. Cada um recebe o dom de manifestar o Espírito para a utilidade de todos. A um o Espírito dá a mensagem de sabedoria, a outro, a palavra de ciência segundo o mesmo Espírito. 1 Coríntios 12:6-8
Cria em mim, ó Criador, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito. Salmos 51:10-11
10. A ADORAÇÃO PERTENCE SOMENTE AO CRIADOR

A Palavra é direta quando fala sobre adoração e não permite interpretações confusas. Há, porém, uma diferença clara entre se prostrar e adorar, pois a própria Escritura mostra homens se prostrando diante de outros sem que isso fosse considerado adoração.

Depois vieram também seus irmãos, prostraram-se diante dele e disseram: Eis-nos aqui por teus servos. Gênesis 50:18
E, prostrando-se, com o rosto em terra aos pés de YAUSHA, muito lhe agradeceu e este era samaritano. Lucas 17:16

A adoração é algo mais profundo, envolve entrega, devoção e pertence exclusivamente ao Criador. Quando esse limite é ultrapassado, não se trata de uma dúvida, mas de desobediência direta. YAUSHA foi claro ao afirmar que a adoração pertence somente ao Criador. Colocar outro nesse lugar não é questão de interpretação, é distorção deliberada do que foi dito.

Contudo YAUSHA lhe afirmou: ‘Está escrito: A YAUH teu Criador adorarás e só a Ele darás culto.’ Lucas 4:8

A própria Escritura também alerta sobre o erro de trocar o Criador por aquilo que foi criado ou procede Dele. Quando uma criatura passa a receber adoração, isso é considerado idolatria e os idólatras não herdarão o Reino dos Céus. Devemos obedecer a tudo o que foi estabelecido pelo Criador, pois Ele é um e só a Ele pertence a adoração.

Eles trocaram a verdade do Criador pela mentira, adoraram e serviram à criatura em lugar do Criador, que é bendito pelos séculos. Romanos 1:25
Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: ‘Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de YAUSHA, adora ao Criador pois o testemunho de YAUSHA é o espírito da profecia’. Apocalipse 19:10
VERSÍCULOS TRADUZIDOS DE FORMA ERRADA PARA SUSTENTAR O DOGMA 1. O VERSÍCULO QUE NÃO MENCIONA A PALAVRA “PAI”

Muitos religiosos usam a passagem de Lucas 12:10 para sustentar o dogma trinitário que o próprio texto não apresenta. Citam esse versículo como se ali houvesse uma separação ou divisão de pessoas entre o Pai e o Espírito Santo, mas ignoram um simples fato, a palavra “Pai” não é mencionada em momento algum, o texto fala apenas do Filho e do Espírito.

YAUSHA ensina que a palavra dita contra o Filho do Homem teria perdão, mas a blasfêmia contra o Espírito não tem perdão. Isso ocorre porque se levantar contra o Espírito é se levantar diretamente contra a unção, a manifestação e o poder do próprio Criador agindo através do Filho.

O erro começa quando não se lê o texto com atenção e se passa a repetir interpretações prontas. Tentando forçar na passagem uma doutrina que simplesmente não está escrito, apenas para tentar dar respaldo a esse dogma maligno.

Todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem será perdoado, mas quem blasfemar contra o Espírito Santo jamais receberá perdão. Lucas 12:10
2. A TRADUÇÃO ADULTERADA DE HEBREUS 1:8-9

Outro texto bastante manipulado para tentar sustentar esse dogma é Hebreus 1:8. Nele, destacam a tradução: “Mas, a respeito do Filho, diz: o teu trono, ó Deus” como se fosse uma prova de que o Filho é o próprio Criador. O problema é que essa passagem não nasce no Novo Testamento, ela é uma citação direta do Salmos 45:6.

Quando recorremos ao hebraico original do Salmos 45:6 e às notas das Bíblias de estudo acadêmicas (como a Bíblia de Jerusalém e a NRSV), vemos que a tradução correta é “O teu trono é do Altíssimo” ou “o Altíssimo é o teu trono“. O texto mostra que o Criador é a fonte e o sustento daquela autoridade e não que aquele que está no trono é o próprio Criador.

Tradução errada

Mas, a respeito do Filho, diz: o teu trono, ó Deus, é para todo o sempre cetro de justiça é o cetro do teu reino.Hebreus 1:8

Tradução correta

O teu trono é do Altíssimo para sempre e eternamente! O cetro do teu reino é cetro de retidão!Salmos 45:6

Na sequência, Hebreus 1:9 continua sendo manipulado da mesma forma, sustentando uma tradução tendenciosa que induz o leitor ao erro. As versões tradicionais tentam a todo custo empurrar a ideia de que o Filho é o próprio Criador Supremo, ignorando o que o texto realmente diz. Ao traduzirem a passagem como “Deus, o teu Deus, te ungiu”, as leituras corrompidas tentam aplicar o primeiro termo “Deus” como um título ao Filho e o segundo ao Pai, criando a ilusão de que existiriam dois “Deuses” no mesmo versículo.

Contudo, ao voltarmos ao Salmos 45:7, fonte original da citação, a estrutura do texto desfaz esse erro por completo. O hebraico original traz a expressão “אלהים אלהיך”, uma repetição enfática que significa literalmente “o Altíssimo, o teu Altíssimo”. O versículo estabelece uma distinção inquestionável e hierárquica entre dois, o Criador (o Único Supremo que exerce a unção) e o Filho (Aquele que é ungido por possuir um Criador acima de Si). O próprio texto diz, de forma categórica: “o Altíssimo, o teu Altíssimo, te ungiu”.

Tradução errada

Amaste a justiça e odiaste a iniquidade, por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria mais do que a teus companheiros.Hebreus 1:9

Tradução correta

Amas a justiça e odeias a impiedade. Eis por que, o Altíssimo, o teu Altíssimo, te ungiu com o óleo da alegria, como a nenhum dos teus companheiros.Salmos 45:7

Se o próprio texto afirma “o teu Altíssimo te ungiu”, não há como falar de igualdade absoluta. Existe alguém acima que concede e outro que recebe.

Isso se confirma de forma absoluta quando a Palavra mostra que YAUSHA foi ungido. Ele não age por si mesmo, mas recebe do Criador poder e autoridade. A unção jamais vem de si, vem Daquele que o enviou.

No relato da imersão, o Espírito descendo como pomba mostra exatamente essa verdade, não como outro ser independente, mas da manifestação visível do próprio poder e da unção do Criador sobre o Seu Filho. E o próprio livro de Atos deixa isso sem dúvida.

Como o Criador o ungiu com o Espírito Santo e com poder, Ele que passou fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo diabo, porque o Criador estava com Ele. Atos 10:38

O texto é claro, quem unge é o Criador, quem capacita é o Criador e o motivo pelo qual o Filho realiza as obras é porque o Criador era com Ele. A unção é a prova da autoridade do Criador sobre o Seu Filho e jamais de uma igualdade entre Eles.

3. O “BATISMO” TRINITARIANO QUE OS APÓSTOLOS NÃO PRATICARAM

Muitas Bíblias trazem Mateus 28:19 traduzido com a fórmula trinitária, ensinando a imersão “no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. O problema é que esse ensinamento simplesmente não existe na prática de nenhum texto das Escrituras Sagradas.

Ao analisarmos o registro bíblico e a conduta dos apóstolos, não vemos absolutamente ninguém imergindo em três títulos. Se essa fosse uma ordenança verdadeira de YAUSHA, os apóstolos a teriam obedecido, contudo, eles nunca a praticaram. O padrão legítimo em todo o Novo Testamento é a imersão em um único Nome.

Fatos históricos e textuais confirmam que essa fórmula trinitária foi inserida mais tarde para moldar a liturgia romana, enquanto a prática original e autêntica sempre esteve fundamentada exclusivamente no Nome do Filho.

Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, realizando-lhes imersão em meu Nome. Mateus 28:19

Bíblia “A Restauração das Escrituras” mostra Mateus 28:19 sem o acréscimo da trindade.

Até mesmo edições renomadas, como a Bíblia de Jerusalém, admitem abertamente em suas notas de rodapé que essa fórmula trinitária não corresponde à prática mais antiga das Escrituras, tratando-se de uma alteração litúrgica posterior.

Quando examinamos o livro de Atos, a realidade é devastadora para o dogma, não existe qualquer variação ou exceção. Jamais aparece uma única pessoa sendo imergida sob a invocação de três títulos. Do início ao fim da igreja primitiva, a imersão ocorre de forma consistente e inegociável em um único Nome.

E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos e cada um de vós seja imergido em Nome de YAUSHA, o Mashiah, para perdão dos pecados e recebereis o dom do Espírito Santo. Atos 2:38
Mas, depois que creram em Filipe, que lhes anunciava o Reino do Criador e o Nome de YAUSHA, o Mashiah, homens e mulheres pediam a imersão. Atos 8:12
Então ordenou que fossem imergidos em Nome de YAUSHA, o Mashiah. Depois pediram a Pedro que ficasse com eles alguns dias. Atos 10:48
E os que ouviram foram imergidos em Nome de YAUSHA, o Mashiah. Atos 19:5
Agora, por que te demoras? Levanta-te, seja imergido e lava os teus pecados, invocando o seu Nome. Atos 22:16
CONCLUSÃO: O QUE DE FATO ESTÁ ESCRITO CONTRA A CONSTRUÇÃO DOS DOGMAS

A questão principal jamais será o que foi inventado em concílios humanos. A questão sempre será, o que foi ensinado desde o princípio pelo Altíssimo.

As Escrituras apresentam com clareza absoluta:

  • Um único Criador Supremo – A fonte de toda a autoridade
  • Seu Filho visivelmente distinto – Revestido e ungido por Ele
  • O Espírito Santo – O Seu próprio poder e agir em manifestação

A ideia de três seres formando um único ser em uma mesma essência não passa de uma construção teológica posterior, inventada por homens séculos após a a pregação dos apostólos, sem qualquer respaldo no texto sagrado.

Diante de provas tão claras, a escolha é decisiva: abandonar as invenções litúrgicas de Roma e viver a Palavra, sendo imerso exclusivamente no único Nome que carrega autoridade e salvação: YAUSHA יהושע, o Mashiah.
















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